sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Fiscalização do SIRP

Os três membros do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações da República Portuguesa (CFSIRP) foram eleitos quinta-feira pela Assembleia da República, foi anunciado esta sexta-feira, noticia a agência Lusa.

O resultado foi anunciado esta sexta-feira pela mesa da Assembleia, no início dos trabalhos do debate do Orçamento do Estado (OE) para 2009.

Informações Militares «não tem pessoal» para enviar para o terreno

O deputado Marques Júnior, que será o coordenador do conselho, Pedro Gomes Barbosa (PS) e a ex-deputada Teresa Morais foram eleitos com 155 votos a favor, 23 em branco e cinco nulos, num total de 183 votantes.

O CFSIRP, órgão que fiscaliza a legalidade dos serviços de informações, tem que ser eleito por dois terços dos deputados presentes, não inferior à maioria dos deputados em efectividade de funções.

O SIRP tem actualmente um secretário-geral do sistema de informações com poderes sobre os dois serviços - Serviço de Informações e Segurança (SIS) e Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) - e também a Dimil.

Espião português

Segundo o DN de hoje

Português envolvido na venda de informações da NATO e UE


MANUEL CARLOS FREIRE
Defesa. Alta patente militar da Estónia foi detido em Setembro

Alegado intermediário luso "muito dificilmente" será um militar

Um português, cuja identidade e funções são ainda desconhecidas, foi apontado como o elemento de ligação da alta patente militar da Estónia que alegadamente vendeu, durante a última década, segredos militares da NATO e da UE à Rússia .

A informação foi publicada ontem pelo jornal estónio Eesti Ekspress, citado pela Lusa. Segundo o diário, o "agente de ligação [de Herman Simm aos serviços secretos russos] não é espanhol, mas sim português".

Herman Simm era uma alta patente colocada no Ministério da Defesa da Estónia que foi detido em Setembro, acusado de vender segredos militares aliados a Moscovo através de uma personagem com "identidade portuguesa".

Segundo fontes militares e dos serviços de informações portugueses ouvidas pelo DN, "muito dificilmente" esse facilitador será um militar ou ex-militar. Fora de causa, face a algumas respostas, está a veracidade da notícia publicada pelo jornal estónio. "Não tenho dúvidas de que não está ligado ao Estado português", insistiu uma das fontes.

"Com tantos portugueses espalhados" pelo mundo, as fontes não se mostraram surpreendidas por haver algum envolvido nesta história estónia. "Onde há dinheiro, há um português", adiantou outro, com algum humor.

Herman Simm, 61 anos, colaborou quase 10 anos com os serviços secretos russos. Foi detido juntamente com a mulher, uma advogada que trabalhava para a polícia da Estónia - uma ex-república soviética que se tornou membro da NATO em 29 de Março de 2004. Semanas depois, a 1 de Maio, integrou-se também na UE.

Os órgãos de informação estónios escrevem que Simm recebeu milhões de dólares da Rússia e que passou a estar no centro das atenções da secreta estónia devido às terras e imóveis que comprou.

Os serviços secretos americanos e europeus tentam agora determinar os prejuízos causados ao sistema de segurança ocidental. Mas "quanto mais eles estudam este caso, mais clara se torna a envergadura do prejuízo causado pelo acusado de traição", escreveu, por seu lado, a revista alemã Der Spiegel. Com LUSA

Ameaças de segurança aumentam perda de dados nas empresas

Publicado por Casa dos Bits às 17.06h no dia 13 de Novembro de 2008

O número de empresas que afirma ter perdido dados confidenciais devido a ameaças de segurança aumentou nos últimos dois anos, ao mesmo tempo que o índice de satisfação do cliente baixou, revela um estudo recente, promovido pela CA.

Segundo o relatório "CA 2008 Security and Privacy Survey", relativo ao mercado norte-americano, mais de 34 por cento das organizações declararam durante o ano 2008 a perda de informação confidencial, dados que comparam com os 22 por cento registados em 2006. Já o número de clientes com um menor nível de satisfação passou para os 33 por cento, quando em 2006 se situava nos 20 por cento.

Um outro ponto de destaque na análise está relacionado com o facto de as ameaças provenientes da própria organização surgirem agora como um problema mais preocupante do que os ataques de origem externa.

Este ano 44 por cento dos inquiridos referiu as violações internas de segurança como um dos principais desafios dos últimos 12 meses, comparado com os 42 por cento registados dois anos atrás.

Contrariamente, o número de entrevistados que mencionou os ataques por vírus decresceu de 68 por cento em 2006 para 59 por cento em 2008. Os ataques de rede passaram de 50 para 40 por cento e os ataques de "denial of service" baixaram de 40 para 26 por cento.

Cerca de 32 por cento dos executivos de segurança norte-americanos considera que os gastos em segurança TI por parte da sua organização são demasiado baixos.

O estudo indica igualmente que mais de 85 por cento das grandes organizações estão a implementar uma solução de Gestão de Identidades e Acessos, soluções que têm vindo a ganhar importância entre o sector empresarial, segundo a CA.

Sessenta por cento dos inquiridos que actualmente não utiliza uma solução de Gestão de Identidades e Acessos pensa implementar essa funcionalidade nos próximos 18 meses.

O "CA 2008 Security and Privacy Survey" foi realizado a partir de entrevistas feitas junto de directores de tecnologias da informação e responsáveis de segurança de 500 grandes organizações norte-americanas.