sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Espião português

Segundo o DN de hoje

Português envolvido na venda de informações da NATO e UE


MANUEL CARLOS FREIRE
Defesa. Alta patente militar da Estónia foi detido em Setembro

Alegado intermediário luso "muito dificilmente" será um militar

Um português, cuja identidade e funções são ainda desconhecidas, foi apontado como o elemento de ligação da alta patente militar da Estónia que alegadamente vendeu, durante a última década, segredos militares da NATO e da UE à Rússia .

A informação foi publicada ontem pelo jornal estónio Eesti Ekspress, citado pela Lusa. Segundo o diário, o "agente de ligação [de Herman Simm aos serviços secretos russos] não é espanhol, mas sim português".

Herman Simm era uma alta patente colocada no Ministério da Defesa da Estónia que foi detido em Setembro, acusado de vender segredos militares aliados a Moscovo através de uma personagem com "identidade portuguesa".

Segundo fontes militares e dos serviços de informações portugueses ouvidas pelo DN, "muito dificilmente" esse facilitador será um militar ou ex-militar. Fora de causa, face a algumas respostas, está a veracidade da notícia publicada pelo jornal estónio. "Não tenho dúvidas de que não está ligado ao Estado português", insistiu uma das fontes.

"Com tantos portugueses espalhados" pelo mundo, as fontes não se mostraram surpreendidas por haver algum envolvido nesta história estónia. "Onde há dinheiro, há um português", adiantou outro, com algum humor.

Herman Simm, 61 anos, colaborou quase 10 anos com os serviços secretos russos. Foi detido juntamente com a mulher, uma advogada que trabalhava para a polícia da Estónia - uma ex-república soviética que se tornou membro da NATO em 29 de Março de 2004. Semanas depois, a 1 de Maio, integrou-se também na UE.

Os órgãos de informação estónios escrevem que Simm recebeu milhões de dólares da Rússia e que passou a estar no centro das atenções da secreta estónia devido às terras e imóveis que comprou.

Os serviços secretos americanos e europeus tentam agora determinar os prejuízos causados ao sistema de segurança ocidental. Mas "quanto mais eles estudam este caso, mais clara se torna a envergadura do prejuízo causado pelo acusado de traição", escreveu, por seu lado, a revista alemã Der Spiegel. Com LUSA

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