A segurança nunca se mede, nos extremos, pelos canos das armas. Os extremos onde estamos a chegar tem a haver com a vontade de agir e de reagir das pessoas. Uma questão que é impossível legislar para resolver.
Depois das mexidas legais que permitiram a entrada dos lobos nos currais, as pessoas assustam-se porque pela mesma porta sairam seres humanos à rua, esfomeados de tudo. Pobreza, desemprego, o desligamento doentio dos políticos em face da realidade que pressiona tudo e todos, são alguns dos factores dinamizadores da busca do grupo criminoso como possibilidade de reconhecimento e ascenção social. Muitos apenas querem ter dinheiro para ir ao cinema com a namorada, comprarem roupa, comerem o suficiente, ter um carro, etc. No fundo, muitos entram no crime para sairem da pobreza de vida que se lhes apresenta pela frente e que, logo que possam, querem deixar para trás. Crime existe e sempre existirá enquanto o homem for como é. Cada um terá as suas razões para o praticar. Muitos acabam por ficar presos a ele, na cadeia ou cá fora.
Realmente, este não é o melhor dos mundos. É o que temos. Mas podemos mudar alguma coisa.
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